Nesse vigésimo sexto do mês acordei lembrando da minha infância. Ela e seu fim.
Há dezoito anos quase completos algo me atraía àquela televisão sem controle, desprevenido da porta pela qual a adolescência chegava. Exalei novos ares...
Os soldados confirmavam-se como não sendo mais os de plástico. Estes já sujavam os cantos da sala em meio a abrigo de aranhas. A partir daquele momento tudo o que fazia me sentir um herói; todas as frustrações e perdas da vida real, que sempre se transformavam nas conquistas galácticas ou em territórios vencidos, foram transferidos para outro compartimento de sonhos, agora definitivo.
A partir dali meu “falso” e bom mundo tornou-se ilusório. A vida, ao pé da letra. Meu ego, a mercê de alguém. Acho que foi a partir daquele dia que as coisas começaram a funcionar do jeito que eu não quis.
Quando criança, como uma criatura engenhosa, eu fugia das perdas. Fui assim e não me julgo por isso. Confesso-me e eximo-me de toda maldade fora da zona limítrofe de um ou outro “bilôco”.
Foi tudo por um simples descanso em virtude daquela infeliz tabuada surpresa e daquele coleguinha de trás alertando que era da casa dos nove, certo da minha fraqueza em conta tão alta.
Finalizo me recordando dos circos com a nostalgia das motocicletas em globos mortais. E assim foi a vida no ciclo que conto. Certamente, os trezentos e sessenta comuns a todo vivente. Não mais os brinquedos; Não mais seriados de super heróis. Porém algo se fez desigual. É que ainda tenho meu mundo de sonhos.
Há dezoito anos quase completos algo me atraía àquela televisão sem controle, desprevenido da porta pela qual a adolescência chegava. Exalei novos ares...
Os soldados confirmavam-se como não sendo mais os de plástico. Estes já sujavam os cantos da sala em meio a abrigo de aranhas. A partir daquele momento tudo o que fazia me sentir um herói; todas as frustrações e perdas da vida real, que sempre se transformavam nas conquistas galácticas ou em territórios vencidos, foram transferidos para outro compartimento de sonhos, agora definitivo.
A partir dali meu “falso” e bom mundo tornou-se ilusório. A vida, ao pé da letra. Meu ego, a mercê de alguém. Acho que foi a partir daquele dia que as coisas começaram a funcionar do jeito que eu não quis.
Quando criança, como uma criatura engenhosa, eu fugia das perdas. Fui assim e não me julgo por isso. Confesso-me e eximo-me de toda maldade fora da zona limítrofe de um ou outro “bilôco”.
Foi tudo por um simples descanso em virtude daquela infeliz tabuada surpresa e daquele coleguinha de trás alertando que era da casa dos nove, certo da minha fraqueza em conta tão alta.
Finalizo me recordando dos circos com a nostalgia das motocicletas em globos mortais. E assim foi a vida no ciclo que conto. Certamente, os trezentos e sessenta comuns a todo vivente. Não mais os brinquedos; Não mais seriados de super heróis. Porém algo se fez desigual. É que ainda tenho meu mundo de sonhos.
O que eu ganho com isso?!...
Nada!...
Mas é assim que eu esqueço esse mundo de perdas.
Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras, pelos seus 96 anos!
Nada!...
Mas é assim que eu esqueço esse mundo de perdas.
Parabéns, Sociedade Esportiva Palmeiras, pelos seus 96 anos!
"bilôco"- Termo usado para o local onde o jogador, em brincadeiras de bolinha de gude, tinha o domínio da aposta.
