domingo, 20 de dezembro de 2009

Ofegante de mim.
Incompletude do sim.
Sem rumo, sem pulso,
sem lida e a resposta.
Sentido em vertigem,
um cego teimoso
vivente de aposta
estranha em valor.
Confundo os lados,
misturado em momentos;
questionando a verdade;
se o que é de direito
é entalar goela adentro.
Vou sem espaço dizendo,
é de um tamanho apertado
com esse tanto e mais um.
Sentindo o peso oportuno
de estar preso, inclinado.
A Gravidade me toma
na condição de uma lei;
E a Demasia escondida
vai ficando pra história,
protagonista do fim.
Por um detalhe, outra estória
que fui eu quem contou
pra tanta gente aclamar
enquanto mudo o meu mundo,
inerte eu recordo
aquela cena de antes,
que sozinho assisti
que sem comando aplaudi
que paciente esperei.

sábado, 14 de novembro de 2009

Ando num desinteresse incomum acerca do que está por vir. Ao acomodar a cabeça no travesseiro dispenso a preocupação com o que ainda é futuro e durmo com esse artifício que torna a noite mais leve. Sei que Amanhã será Hoje de novo e será sempre assim. Estou aprendendo a ser um tanto preciso e nada me impede de ter esse jeito, uma vida tão pontual.
Os Ingredientes são postos a mesa e o amanhã pode estragar tudo, a validade é curta. Portanto, quem for menor que seus medos, deverá se convencer de que a felicidade continuará como um sentimento apenas provável. Pois sua vida se resumirá na ficção dos seus melhores momentos construídos pelo alimento dos filmes da infância, e dentre os
muitos instrumentos que tens, o cérebro será o único a construir o que pode. Dispensarás todas as outras utilidades do corpo que te faz ser humano, e viverás somente de uma, daquela que somente imagina. Não terá mais nada além de seu sonho, que te cria e te deixa sempre de molho, enquanto é o seu dono. E como criatura já feita há tempos, serás apenas mais uma vítima desse avesso da criação, que faz mau proveito da liberdade e torna projetos ainda mais suscetíveis à clausura da mente, preponderando a existência garantida pelas articulações do desejo.

O imaginário existe pra ser submisso ao hoje, e o tempo, continua a merecer o seu devido respeito. Não adianta burlar a fila que conduz ao anseio final. É um dever preocupar-se com o que se tem exatamente agora. Já adianto que nada de extraordinário acontece, apenas acontece.

Pra quem quer deixar-se como obra marcante no lugar do projeto de gente isso é o mais importante.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009



O presente não vivido é o futuro iludido pela falta de coragem.