sábado, 15 de janeiro de 2011

Aprendi a pular para fora do barco,
com o fio da meada entrelaçado nas mãos
Ancorado, seguro e confesso,
restou o favor da força contrária.
Quem dera arrastar-me pra bem longe daqui
sem a quimera do pedinte aflito
Não mais ocupo o tempo com rastros
e o rio que passa afora agora pesa bem mais
Vou, e apesar de ser navegante comum
reforço o esforço da luta de antes
A natureza premiu por filáucia
o rumo do leito sonhado.
Foi pago pra ver, tudo sem troco
Daqui por diante o preço é mais caro
E lá se vão as águas profundas
Leva o que sempre esteve no fundo de mim
Interrompido, já não sigo mais a viagem
Deixe-me em algum instante escolher o destino
Quero o regresso da terra firme do amor
Colocar os meus pés de volta no chão.