quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


A única coisa
foi o cheiro do ventre;
O resto foi sobra
de maternidade infinita.
Foi o amor mais moreno
dos nove fora da casa.
Em redoma o protejo;
Tornou seguro o sobejo.
Tão precioso e rijo
mariano manto envolto,
resguarda um pedaço de mim.
Lembro a lamúria na rua;
Tive a folia negada;
Depois disso eu cresci.
Noto essência do alto.
Mãos vazias sem tudo.
Foi talento de mãe
a conter as vontades
sem voluntário certeiro
a confortá-las num sim.
Nada até mim veio brando;
Desistir é penoso;
Meus valores sem preço;
Continuo sonhando
com Autoramas na vida;
com os Castelos de Greiscol
E a reação garantida
é somente a minha.
Por isso o meu muito obrigado
pelo espaço sobrado.
Além de ser seu sobrinho,
vejo comigo essa sina
de ser também mais um filho.
E ninguém toque um dedo
nessa parte do enredo
pois só faltou uma coisa;
Faltou o cheiro do ventre.

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