Um provérbio, um salmo, um amigo, um lugar.
Nada ameniza essa dor.
É o silêncio da sua voz que nos acompanha.
Por que é que tem que ser assim?
Diga-nos, uma vez que o senhor agora está no lugar onde as respostas se escondem.
Quanto vale seu adeus?
Qual o preço da nossa dor?
Por favor, nos diga!
Daríamos tudo por uma nova chance.
Mas só temos a dureza da vida em mãos.
Ela nos obriga a seguir sem você.
Ensina-nos a não mais te esperar.
A nossa única certeza é a de que o senhor não voltará mais como antes.
Diga-nos! Quem nos dará segurança na hora do medo?
Mas não responda agora, não olhe por ora a nossa angústia.
Vá tranquilo e sem sofrimento como desde o começo.
E antes que eu esqueça, encontramos seus gestos.
Estavam lá, escondidos, trancados nas prateleiras do armário.
Com o poder de curar nossas enfermidades, nossas cegueiras.
Percebemo-nos enfim, e só o senhor foi capaz de nos guardar como um troféu intocável,
como o amor mais calado e perfeito, que nunca precisou de holofotes pra justificar essa dor.
Ela há de se acomodar, tomar a forma das marcas, sem fazer-te partir.
E tudo não passará de um engano quando perto estiver novamente.
Betinho, eu soube de seu pai... fiquei muito triste, mas nao tive a coragem de ir na sua casa. Eu sei +- a dor que voce está sentindo, pois eu choro por demais por meu pai estar na situação que ele está hoje, não é o mesmo pai, não é o mesmo ARNALDO, que tanto significou para as pessoas,hoje ele continua sendo meu pai, mas não é o mesmo ... é como se minha mae tivesse casado de novo e eu tivesse ganhado um pai. Choro sempre, querendo que não tivesse acontecido, queria que não passasse de um pesadelo. É muito triste e angustiante ve-lo em tal situação. Por isso te digo, se foi do jeito que foi. So ore por ele... pois talvez tenha sido melhor assim para ele e para voces. Dentre os meus "primos" você é uma pessoa que eu gosto de verdade.
ResponderExcluirAbraços,
David Ribeiro